Já sofrera bastante até essa altura do campeonato. Anos lutando contra uma doença terrível que ia, vinha, se escondia e judiava, judiava, judiava! Vai morrer com ela, não tem mais jeito.
Há alguns meses atrás, deram-lhe meses.
Hoje, que deram-lhe dias, já não há mais o que fazer... E o peso dos dias parece ser... é confuso! Uma mistura de desespero e desesperança! Uma coisa estranha pensar sobre correr ou diminuir a velocidade neste curto espaço de tempo; amansar ou deixar a indignação e a fúria tomaarem conta, neste curto espaço de tempo; diminuir a dor ou ficar ao lado dos teus... Os sentimentos se confudem entre a empatia, se colocar no lugar do que sofre e ainda soltar um 'graças a Deus vai parar de sofrer logo' e uma súplica egoísta 'permita Deus, um milagre! Dê mais tempo!'
É um momento que se põe a prova nossas dualidades... nossas discussões internas, que batemos de frente com nosso individualismo e com nossa capacidade de aceitação. Talvez seja aí que a gente se conheça melhor. Há poucos dias de deixar de ser...
Isn't it Ironic... Don't You Think?
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