Bom, recapitulando lá de trás... ver se eu lembro, né...
Estava falando da velocidade da informação e da tentativa dos teóricos de entender o momento e classificar, distinguir momentos históricos e tal, nesse período acelerado.
Enquanto vamos nos adaptando as redes sociais, vamos sendo estudados em redes sociais, acontece também a manipulação para derrubar o governo. Dilma não tem governabilidade por conta da oposição em maioria na câmara e senado e também por conta da prostituição do PMDB - aliado - que viu a oportunidade bater a porta quando assumiu cargos de poderes altos e como atira pros dois lados, vendo o PT e a esquerda perderem a força, resolveram romper essa aliança e firmar outra com o oposição. Assim se iniciou o golpe.
Como envolvia jogos de poder em outras esferas, aconteceram negociatas, trocas de silêncios por concessões, barganhas, incluindo aí o judiciário, que deveria ser alheio a partidarismos mas claramente não é. Sistema vendido e comprável.
Do outro lado, a mídia critica o governo em hipérboles.
Vale lembrar também da recessão mundial. Crise assolando o MUNDO todo em anos! E pelos planos de governo do Lula que inflam a economia com subsídios a setores industriais de bens de consumo (desde lá eu já dizia, n sei aqui mas em conversas com amigxs que a coisa ia desandar era anos a frente) e geração de empregos massivos: houve muita abertura para o telemarketing, por exemplo. Com salários baixos, muita oferta e possibilidades de conciliar horários, fazendo assim o emprego parecer menos desgastante (cargas de 6h em média) e dois rendiam um pouco mais do que um emprego de tempo integral. Abertura de concursos públicos de salários baixos também, baixos cargos também... Enfim, uma hora tudo isso acabaria em defasagem. E foi o que aconteceu.
a defasagem: excesso de produtos industrializados parados nas fábricas, excesso de funcionários, má qualidade no atendimento, desmotivação, falta de inovação, repetição de processos... E a crise chega.
Claro que a crise traz revolta. Claro que a crise traz reclamação. Indignação. Briga. Posicionamento.
E aí que entra a questão dos teóricos não conseguirem 'exatamente' compreender e qualificar a questão social em meio as redes sociais e a velocidade da informação. É tudo muito rápido. Somatizado nas redes sociais. Lá vc tem a sua raiva e de mais um monte de gente. Vc se sente racional por ter seus sentimentos de acordo com o de uma série de gente! Mas vc n percebe que o massivo conduz a generalismos e mergulha de cabeça e com muita raiva nas notícias que recebe. Aquela repetição de processos. Jornalismo em busca do furo e jornalismo feito nas coxas ao mesmo tempo. Todas noticiando as mesmas coisas com hipérboles monstrengas que vc recebe massivamente também na tua timeline. A raiva aumenta. É um processo massivo. Os teóricos percebem o risco contido na rede, de explosões, de início de incêndios ideológicos-partidários e das organizações beneficiadas pelas redes. Também acontece aquele fenômeno de ilha, em que vc começa a excluir os contrários e se aproximar dos iguais. A isolação ideológica é bem grave, afinal, em isolamento, com pessoas que pensam como vc, o pensamento não flui, não evolui, não agrega e estagna também.
Então vc têm grupos criados com intuito de tratar de governanças e daquilo que te incomoda e nesse ponto vc já odeia. Esse 'isolamento com os teus' faz com que vc acredite que realmente está certo e é primitivo, vem da tua essência, todo este ódio. Daí a rede social se torna o esgotão.
Vc n precisa de muita coisa pra embasar tuas ideias e a cada curtida, cada comentário de apoio ao 'teu' modo de pensar, vc se sente nas nuvens e começa a fazer mais e mais disso. Eis que o ódio só cresce...
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