Canso de achar de extrema importância falarmos sobre empatia e sobre a necessidade dela existir.
A primeira vez que ouvi falar de empatia foi no meu primeiro emprego. Telemarketing. Nós do telemarketing conhecemos isso de longe!
'Ter empatia na voz'
Ora, depois da depressão, da terapia, uma das coisas que eu aprendi e vivo batendo na tecla é a de nunca devemos nos colocar no lugar do outro! Por uma lógica simples: se tivéssemos a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, logo aquele lugar já não seria mais do outro. Logo, tuas visões, experiências, vivências, paixões, discernimentos, repertórios, tecidos, células, átomos já transformariam a experiência do outro em experiência tua, daí se junta ainda os fatores externos que implicam naquele momento, conexões que o outro tem naquele momento... Tipo filme Efeito Borboleta? Um negocinho muda tudo, saca? Então não existe essa de 'se colocar no lugar do outro'.
Isso me soa muito arrogante, prepotente! Como se a pessoa que se coloca no lugar do outro fosse senhora do destino, rainha da experiência de todos. Ou Jesus Cristo encarnado cheio de compaixão por tudo e todos. Não! Somos humanos! E não nos colocamos no lugar do outro. Só isso! rs
Então, para mim, essa visão de empatia ser a capacidade de se colocar no lugar do outro é um pouco equivocada. Acredito que, empatia esteja relacionado com a capacidade de aceitar as limitações e vivências do outro. Saber ouvir, saber acolher, saber ACEITAR apenas. Não significa que você precisa ser mártir e nem um poço de compreensão. Lembra do que eu disse sobre Lugar de Fala? A gente não pode falar por ninguém nem se colocar no lugar do outro. A gente tem experiências que ninguém vai ter igual e o outro também vai passar por situações q vc n vai saber descrever, quiçá compreender plenamente!
Então não precisa compreender. Não precisa se colocar no lugar do outro. Apenas aceite, ouça, respeite.
A gente não precisa defender todas as bandeiras e nem deve. O que não quer dizer também que a gente tem que tacar um foda-se ao problema do outro.
A gente não deve lutar a luta que não é nossa. Mas a gente pode aceitar que a luta do outro é sofrida. Que a luta do outro é no tempo do outro e que seria muito egoísmo nosso focar somente naquilo que interfere na nossa vidinha.
Ter empatia é ter braços abertos, ouvidos atentos, pensamento crítico e calmaria.
Nenhum comentário:
Postar um comentário