terça-feira, 14 de outubro de 2014

E ela perdeu a fé.
Àqueles que a acolheram e tentaram ajudar como podiam... Ela viu. Se sente grata pela existência, aparição ou passagem de vocês pela vida dela. Significou bastante e foram luz enquanto ela tentava sair da treva.

Hoje ela se sente fraca. Sua vida está acabando. Está chegando a hora.
Se o suicídio é a competência máxima do livre-arbítrio por que é que algumas vezes dá errado?
Se dá certo, não é porque é hora da bendita pessoa realmente partir?

Parto daqui sem grandes feitos mas com um acúmulo de frustrações.
Colecionei Amores? Sim. Posso dizer que sim. Dos melhores aos mais freaks... Amores.

Os sentidos parece que vão se dissipando... sumindo... Não sei explicar. Mas é uma mistura de leveza com desesperança que chega até mesmo a confortar.

Conforto este que não sentia há muito tempo! Tantos lugares! Nenhum que me sinta confortável. Nenhum só meu. Nenhum refúgio ou abrigo.

Tantas as dores! Tantas as lágrimas que esses olhos já cansaram de chorar e que não cessam!

Tanta feiúra nessa vida! Tão poucos amigos!

A cada ano, mês, dia, hora e minuto que passam a coisa vai de mal a pior severamente!
Quando a gente pensa que não pode sofrer mais... É sofrimento que não acaba!
Prefiro acabar comigo pois então.

Vejo que já não se trata de coragem ou desistência. É mesmo uma questão de entrega. Se do lado de lá a dor não for embora, de lá precisarei ficar sofrendo pois não haverá lá escolha. Aqui tb n há mas... Posso então escolher ir pra lá.

O que me tornei? Não sei do que sinto. Não controlo minhas explosões. E choro sempre.
Medo que toma conta! Gela! Paralisa! Tonteia!
Isso se chama vida?
Não ter seu próprio dinheiro não fazer por onde não ter utilidade não sentir satisfação se sentir grata aquilo que vc sente culpa por não conseguir aceitar

É terrível.

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