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N sou boa com títulos. Acredito q já tenha alguma postagem com este nome.
Tb n sei quando essa melancolia me tomou. Acho que foi na adolescência quando revisitei Álvares de Azevedo na escola. Conhecia, certamente, de outras passagens por cá e por isso não sei bem se a melancolia tb é companheira de vidas.
"Sou o sonho de tua esperança. Tua febre que nunca descansa. O delírio que te há de matar!"
Lembro de uma melancolia agradável na adolescência. Um sofrimento sutil. Havia sofrimento. Injustificável.
Lembro tb q tinha intimidade com a morte. Gostava de desafiar-me. Brincar com ela.
Uns achavam q eu brincava com a sorte mas nunca gostei nem tive tanta curiosidade pela sorte.
Nunca esqueço da bronca do Chico quando me joguei na frente de um carro na avenida, na saída do cinema. Os caras pararam e estavam loucões. Um era o 'Kevin' e o outro n lembro. Talvez até fosse o bonitão. Mas na época eu só vi o Kevin.
Eu sei q n é certo mas n consigo ver de outro jeito... penso na sorte de tantos artistas que tomaram seus remédios e morreram. Todas as vezes q vou tomar um monte de remédios juntos, acho q n estou pensando a cura em si. Mas sempre me vem a cabeça esse povo q morre de overdose!
Rivotril está fazendo efeito. Estou com sono. Amanhã vejo se tenho coragem de concluir.
Então, pelo histórico familiar, acho que a depressão pode ser um problema hereditário sim. E pode ter ficado 'incubada', dando pareceres de vez em quando mas nada que fugisse do controle. Só aconteceu de fugir por conta dos eventos/pesadelos repetitivos no meu relacionamento e, depois eu comecei a entender e tratar. Agora já aceito e sei que preciso ter um controle gigantesco sobre a mente pra não deixar ela fluir de novo porque se deixar, ela flui sim!
Essa vontade de morte, desses pensamentos suicidas, acho que não sairão de mim mais. É como se tivesse aberto a torneira, saído da caverna... agora eles estão na superfície. Vem. Vão...
E de certa forma, eu aceito a morte. Não a vejo com maus olhos não.
É estranho porque todo mundo parece que teme a morte. E eu... tanto faz ir pra ela ou viver. Embora eu goste bastante de viver. n sei explicar.
Enfim... sei lá
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