segunda-feira, 15 de maio de 2017

aprendendo a observar...

A vida é observar.

Ao finalizar o post anterior lembrei de uma observação do Prof. Walter - aquele que eu tinha medo, que sempre o destino me fazia encontrá-lo e que sabia meu nome sempre. Que me add no Facebok novamente e eu aceitei e que agora até conversamos num nível legal rsrsrsrs
Enfim, ele disse uma vez de uma mulher que tinha um nariz proeminente e que reclamava pois a primeira coisa que as pessoas reparavam nela era o nariz. Que não conseguiam ver outra coisa que não fosse o nariz quando olhavam no seu rosto. E ele, por ela ter de cara soltado essa informação, realmente não conseguia olhar para outra coisa que não fosse o nariz da mulher.

É isso.
As vezes a gente destaca um ponto que não quer destacar e acaba reforçando o que quer esquecer. Causa justamente o efeito contrário.

E pegando o inverso disso que também acontece: vc diz que não quer destacar um ponto pois não está interessado naquele ponto - este ponto normalmente é voltado a coisas fúteis: que eu não sou vaidosa, que eu não ligo pro meu cabelo, que eu não ligo para o meu corpo, que eu não ligo pra marca, que eu não leio tal tipo de literatura, que eu não me apego a isso ou aquilo e, ao (tentar) defender essa ideia que vc não faz algo, acaba justamente por fazer.

Tipo o clichezão: 'Disseram que eu tava na pior' - a intenção pode até de mostrar que estamos benzonas na fita mas só o fato de se preocupar em registrar este momento e compartilhar pra mostrar pra todo mundo, quase que com reconhecimento de cartório, só mostra que sim, plasticamente vc tem muitos motivos pra se sentir bem como está, que tudo está favorável mas a tua cabecinha está exatamente naquele ponto infeliz que te deixa pra baixo. Vc quer mostrar que não está pra baixo. E na real, se vc estivesse se divertindo, vc teria necessidade ou lembrança de postar 'disseram que eu estava na pior'? Entende? A gente acaba fazendo essas bobagens que acabam reforçando complexos e inseguranças dentro da gente. A gente faz pra mandar pra longe mas o que as pessoas enxergam é que a tua insegurança que te fez compartilhar isso. Não. Vc n está feliz com seu cabelo, com seu relacionamento, com seu peso, com sua roupa, com seu estilo novo quando vc faz isso. E todo mundo percebe.

Leituras e observações que a gente faz...

Acabei de ver no Facebook - das pages que eu sigo: Cuidado com quem chama a ex de louca.
Realmente isso é bom de observar.

Outro post animal:

"toda vez que você
diz para sua filha
que grit com ela
por Amor
Você a ensina a confundir
raiva com carinho
o que parece uma boa ideia
até que ela cresce
confindo em homens violentos
porque eles são tão parecidos
com você"

- aos pais que têm filhas
Outros Jeitos de Usar a Boca de Rupi Kaur - quero ler este livro!

Hoje uma pessoa curtiu um post que eu coloquei sobre relacionamento abusivo. Com vários links e tal. Fui ao Facebook dela e vi que ela compartilhou várias pages do MADA.
Ela parece uma pessoa um pouco estranha rsrs
Tipo, compartilha foto de Sérgio Moro e apoia a Greve Geral... Contra as reformas e zoa o Lula...
Pensei, o que eu poderia fazer para esta pessoa. Por que essa pessoa chegou a mim e curtiu meu post?
Daí pensei em curtir os posts do Mada dela, vai que ela precisa de ajuda, né?
Enfim... observações que a gente faz...

A gente aprende a ir com calma - claro que tem uma pá de gente pedindo amizade no facebook q eu sei q são fakes, q eu sei q n estão interessadas em amizade - uma sensação de infiltração - como se eu fosse alguma bosta importante - mas normalmente surgem depois que eu interajo com raivosos na internet. Não aceito, claro.
Não tem pq aceitar.
Se  a pessoa ainda tem um posicionamento claro parecido com o meu e que vá me agregar, ok, aceito.
Já cometi o erro de aceitar pessoas com pensamentos diferentes que vieram a achar que faziam humor com a desgraça alheia... parei com essas pessoas.

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