quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Child Free e as intolerâncias

Óia, mexeu com criança, mexeu comigo né? rsrs

Tô vendo essa onda de childfree crescer e isso não me soa legal...

Não sei ao certo o que fazer com as intolerâncias. Antes eu achava que ignorá-las, abafava e aí elas iam se recolher novamente ao território sombrio de onde vieram mas aí pensei: isso é uma atitude minha em meio a uma onda imediatista, midiática louca de gente que rebate e que se levanta e vai pro front e encara e de indignação compartilha... Fosse pra eu fazer um guia, para devolver pro inferno esse monte de intolerância e discurso de ódio e de fake news, de mentiras compartilhadas como se fossem verdade e essa confusão toda que elevou a opinião a um grau de ordem... seria bem simples:

1. Não responda.
2. Não curta, não reaja, não compartilhe.
3. Denuncie os extremos ao setor da rede que acolhe denúncias.

Por que eu adotaria essa postura e adotei por um tempo?
Porque eu vejo que esse pessoal se fortalece no escracho. Se você responde, os mecanismos das redes sociais colocam em evidência. Se vc reage ou curte, os mecanismos colocam em evidência. Se vc denuncia em seu perfil, compartilhando, os mecanismos vão entender que é algo que vc gosta porque vc compartilha e daí vc vai passar a receber bastante conteúdo disso. Fora que, vc indiretamente está promovendo essa ação, essa pessoa, esse grupo... o que quer que seja que tenha saído do inferno.

Então assim, eu escolhia o silêncio por achar mais produtivo para mim, mais saudável e por evitar a possibilidade de promover indiretamente - ou seja, ter o efeito contrário, ao invés de combater, colaborar para que se espalhe! :O

Só que eu sou uma gotinha no oceano! rsrsrs
E não estava assim muito eficaz.
Então estou estudando mudar a estratégia. Agora ando escrevendo bastante! Dando pitaco em tuuudo que é postagem que cabe um pitaco informativo, construtivo, educativo... vamo que vamo!
Sem cansar, sem temer, sem se deixar abater.
É cansativo mas digamos que tem rendido, pelo menos esperancinha em mim.
Tá que eu lembro que já tentei fazer isso doutra vez mas n rolou, algumas pessoas até pareciam estar dispostas a dialogar mas na verdade, o ego fala muito nas redes sociais.
Então acho que tô meio vacinada e não vou me frustrar com isso.

Fora que pensei:
Se eu simplesmente me calo, vai surgir alguém do meu lado da força que vai rebater agressivão e não vai ser eficaz.
Se eu jogo informação aberta a quem quiser ler, vai ter gente lendo. Vai ter alguém que use isso para mudar uma forma de pensar ou alguém que consiga ter argumentos pra rebater sem ser agressivão da próxima vez.
Ouceje, de todas as formas, jogar informação parece ser mais eficaz. E vou assim.
Tenho passado bastante tempo respondendo a posts ao invés de escrevendo no meu facebook. No meu facebook as pessoas que gostavam de me ler estariam me lendo mas o alcance seria só nesse 'público'.
Enfim, lá vai a veia jornalista ferver por compartilhar informação rsrs

Sobre o movimento childfree - acho coisa do ego sim. Acho coisa de gente muito aconstumada com conforto e carente de socialização. Normalmente vc vê generalizações nas defesas disso: ah porque as crianças derrubam tudo, porque as crianças fazem barulho, porque as crianças não tem educação, as crianças correm por todos os lados, porque eu não gosto de crianças... Percebo que não existe um olhar para o indivíduo. Não existe uma atenção individualizada. E lógico que essas pessoas não se atentam a riqueza que é o convívio com uma criança! Essa pessoa, infelizmente, passou longe do milagre que é a evolução do serzinho criança até o ser humano que deveria amadurecer. E esse processo é tão lindo, tão mágico, tão surpreendente!
Daí fica aquela coisa - não teve contato, não se inspirou, não tem beleza no olhar - isso é triste.
Tenho falado bastante disso: o que você não vê com beleza precisa levar a reflexão pois a beleza parte de dentro. O que vc diz sobre algo, diz mais sobre vc do que sobre o que vc esta rotulando. Na verdade, em terras de internet, em que ferve opinião, claro que o que fica mais evidente, quando as pessoas se expressam, a personalidade delas do que a daquilo que ela critica.

Acho que estou amadurecendo. Mais resistente as pancadas, as quedas... Fazendo leituras.
Medo de me perder no ego. Sempre vou ter esse medo!


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