quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Eu mudo

Mudar sempre! Ser leviana, jamais!
Ah as contradições, complexidades, idas e vindas que compõem este ser que vos escreve... rsrsrs

A cada dia uma descoberta... de detalhes pequenos e gigantes dentro de mim que eu nunca tive olhar atento para reparar. Eu mudo. Mudo as coisas de lugar. Mudo de gostos. Mudo de tendências e de defesas e de causas e afins. Mudo de cores, de casa, de pares, de sapatos, de preferências, de lugares, de paixões. Mudo. Vou mudando. Vou crescendo. Diminuindo. Aprendendo sempre. E é assim.

As vezes me orgulho bastante das mudanças que enfrentei, que provoquei. Que sobrevivi.
As vezes vejo os prejuízos de tantas mudanças, precoces mudanças.
As vezes ligo o foda-se para os prejuízos e acabo fazendo tudo meio que do mesmo jeito. Termina sempre diferente. Ou igual as vezes. Mas mesmo no igual, tem muitos detalhes que foram lapidados, removidos, atenuados... e vai assim. Assim vou.

Mudo de área, de profissão, de dívidas, de formas de pagamento, de estratégias... vou mudando...

As vezes me canso das mudanças. As vezes me canso de esperar pelas mudanças. As vezes me emputeço por não ser tão autônoma assim sobre as mudanças. As vezes mudo tão rápido ou tão radicalmente que me canso mesmo. Esgoto. E isso me deixa preocupada. Esperar a mudança também é algo que me preocupa. Tenho fortes potenciais de desistência de tudo quando a mudança não anda. Ou anda para o rumo errado. Quando eu perco o controle da mudança.

Enfim. Preciso parar um pouco. Sossegar a mente. Mudar um pouco a frequência. E me bastar.


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