quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Sobre perdas e ganhos... Joel Barish e afins

As vezes a gente precisa aprender a parar de pedir ajuda.
A parar de ter aquele alicerce.
A parar de depositar confiança.
Em outras palavras, a deixar de se acomodar numa amizade ou no que for.

As vezes esquecer faz bem.
Esquecer faz oxigenar o cérebro.
Esquecer abre espaço para outras questões.
Desse jeito a gente aprende a desapegar de tanta coisa boa e ruim mas que já foi e não precisa ter lugar.

As vezes é bom fazer falta.
É bom dar uma folga.
É bom deixar o tempo cuidar.
Só assim pra saber o que se tem de verdade: ou um pouco de valor ou valor nenhum.

=)

Chega de precisar sempre, de se fazer sempre presente a ponto de sufocar.
Chega de ser sempre a parte mais frágil, que sempre tem problema, que sempre divide a vida, as coisas da vida.
Chega de ser a pessoa que as vezes acaba sendo inconveniente. Ou quase sempre.

Não é vc que precisa agora, Aline. Enfia na tua cabeça.
Não é vc que tem sempre que insistir para ajudar quando vê que precisa de ajuda.
Não. Não cabe só a vc.
Não é vc q tem q sair da tua zona de orgulho e ir correndo atrás porque não é sempre vc que dá mancada e que obriga as distâncias a existirem.
Não cabe só a vc encurtar as distâncias. E, não é só vc q deve sentir as distâncias.
Chega uma hora, Aline, q vc simplesmente precisa parar. E parar de vez.
E se for necessária, vai ser chamada. Se precisar, vai chamar.
Então, não esquente.
Embora vc sabia que sentiria mais alívio em cortar tudo de vez. Em saber que o povo dele vai bem, que o povo dele faz por onde. Que os amigues novos-antigos e familiares estão cumprindo seu papel na situação.

Ou talvez, Lile... o teu zêlo, tua responsabilidade toda nem era tão importante assim. Talvez nem fosse tão bom, tão necessário... E agora, se os amigues e família não estiverem tão presentes como vc foi, tão responsável como vc foi, talvez agora esteja melhor tb. Quem sabe?

Permita que a pessoa sinta a vida dela. E pondere sobre as escolhas que faz.
;-)

Aproveita também e pondera sobre quem não te escolhe nem pra ser amiga, gatan!



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