quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Sobre verões, fim de ano e submundo

<RASCUNHO PERDIDO, NEM VOU LER E PUBLICO TARDIAMENTE DO DIA 02/01/2015>

O Ano de 2014 foi barra! Um dos únicos (se n for o único) que eu não sinto a menor saudade e que dou graças por ter acabado! E logo! Ainda bem que não foi um ano que demorou... Embora alguns dias tenham sido de arrastar!

Foi um ano de muito desgaste, desilusão, perda, ressentimento, reconstrução... Me perdi mil vezes, quis me matar, quis morrer mil e uma vezes!
Procurei respostas e não encontrei. Nem vi o verão passar. Eu que gosto tanto do calor, sol batendo no rosto... não me lembro de como foi o verão de 2014. Lembro pouca coisa boa deste ano e pouca coisa simples também. Foi tudo muito sombrio. Sangrei.

Do que aprendi... Aprendi que na depressão, se a gente pára, ela aprisiona. E a gente vira escravo do pensamento. Pensamento totalmente improdutivo que, por um distúrbio lá no ego, faz parecer coisa de filosofia! Questionamentos da vida... Busca pelo Sentido da Vida... Tudo balela.
Só se encontra sentido na vida quando vc resolve viver e, pensar na vida é parar no tempo!

Aprendi sobre orgulho e humildade. Me achava humilde porém vi que realmente eu tinha uma ponta de orgulho, do qual todos falavam mas eu não conseguia por nada no mundo enxergar.

Foi um ano de quedas e mais quedas que pareciam não ter fim.

Aprendi a aceitar o tempo. E perceber que o tempo é que ensina. Mas ensina bastante na prática. Se vc só passa o tempo... o tempo só passa.

Aprendi a respeitar e Amar sem exigir. Aprendi que sacrifício vai muito além daquilo que vc pensa que é sacrificante por não ter o hábito de praticar.

Aprendi também a aceitar que eu tenho posicionamento político sim! rsrs
Que eu tenho um quê de feminista mas que tenho graaaande tendência a apelar para a complexidade.
Ah essa é minha grande paixão! A Complexidade! E não é só de momento... Acho que é paixão pra uma vida toda!

Aprendi que nem sempre a gente precisa de alguém pra se sentir amada, pra namorar... pra ter cumplicidade. Aprendi a deixar por Amor. E a ter tranquilidade neste abandono. E a naturalmente deixar de sentir como abandono e deixar pra lá.

Aprendi muito sobre meus valores. Tenho aqueles que posso trabalhar concessões e aqueles que estão intrínsecos com moral e construção da minha personalidade, da minha felicidade. Aqueles que não dá pra abrir mão. Anular seria anular minha essência.

Aprendi muito sobre aceitação de homossexualidade, bissexualidade e poliamor. Não tenho dúvidas que são coisas que não são pra mim mas neste ano consegui captar a essência verdadeira disso.

Nesse ano perdi gente muito querida e tive contato direto com intuição e dita mediunidade. Não gostei. Na verdade, detestei. Não quero ponderar a respeito disso agora.

Estou com medo de perder a USP. Agora seria um bom momento para retomar. Mas é um medo sem muita inquietação.

Estou gripada. Fiquei feliz. Consigo entender claramente o porquê de ter ficado gripada - absolutamente psicológico - o que me assusta pois vejo que estou ainda muito fragilizada - porém é algo que me alivia, já que consigo enxergar o motivo e comparada a uma derrota depressiva, uma gripe vira dádiva! rsrs
Fiquei sem o Jean e o Raul que me ocupavam um tempo master delicioso! Pensei que teria minhas sobrinhas  mas não. Acabei tendo que mudar o sentido do barco pra conseguir comemorar bem o Reveillon. Isso me abalou, acredita? Pois é.

Estava pensando a respeito do Jean... Ele foi um Anjo do Resgate pra mim neste ano! Foi quem me forçou a fazer arco e flecha, quem me divertiu, quem me amparou, quem me guiou pra coisas práticas, me ouviu, me ocupou, me fez rir, me arrastou pra festas... Passou madrugadas conversando no whats... Foi, sem dúvida, o grande responsável pela minha mente ter se ocupado em momentos que pensava besteira e que quase queria deixar esse plano!
Se esse apego todo faz bem ou faz mal... N sei ainda. Sei que senti o tédio de cada dia sem a presença dele e, principalmente sem Raulzinho! 
Raulzinho foi o melhor antidepressivo que já tive! rs Como eu Amo esse garoto! Como me orgulha! Como me faz bem estar na companhia dele!
Falar de Jean e Raul me emociona! Estou em lágrimas!
É que não é dessas coisas naturais, coisa que a gente espera encontrar por aí. Foi coisa vinda de Deus, presente, sagrado! Foi de graça, de compaixão, de companheirismo, do sentido mais puro e verdadeiro da Amizade! Sem pretensão e sem orgulho... Sem interesse e sem aproveitamento. Simplesmente completando naquilo que faltava...

Quanto a meu ex... Esse ano foi também um ano de decisão. De fim para o sofrimento, embora que tardio mas acabou. Ruim que acabou de um jeito tão sem brilho, sem vida! E nem foi de desgastado. Simplesmente o brilho, o encanto, a admiração pararam de pulsar. Como se eu estivesse agora vendo por outro ângulo e começasse a notar as imperfeições... Começasse a ver as coisas que eu permitia e que nada tinham a ver comigo, simplesmente para agradar. Ver o quanto se anulou para ser legal, saca?
E pode ser ainda de orgulho mas... vendo até mesmo de outro ângulo, não consigo encontrar nada, absolutamente nada que justifique as atitudes que ele tomou comigo. A repetição. Não faz o menor sentido pra mim, ainda. Eu tentei buscar culpa em mim. Tentei encontrar motivos em mim. Só que... pra mim, ainda nada justifica. E antes, esse 'nada justifica' tinha o peso de uma tonelada pois eu pensava, se ele fez, eu dei motivo! Se ele repetiu é porque eu não aprendi! Que estupidez, não?
Hoje estou de bem comigo. Se ele fez e acha que eu dei motivos... Eu não sou criança e o certo não seria repreender e sim, conversar... Se não teve conversa, foi da parte dele, então... Sei lá. O erro foi dele. A escolha foi dele. Se fosse minha, eu teria motivos pra encontrar motivos ao analisar. Hoje já não valem de nada tais análises.
Não consigo mais perder meu tempo como antes. Investigar. Querer saber. Falta tanto brilho que não consigo mais sequer me interessar pelo que faz da vida dele. Do que ele mostra, fico triste. Piora. 

Também aprendi a não sentir culpa nem peso por depender dele. Por gerar despesa. Por ele estar em dois empregos. Essa é a vida dele. É o que ele usa pra mascarar uma incapacidade de viver. Sempre foi assim. Vi isso das tentativas meio frustradas de balada que ele fez.
As vezes o meu ex me parece aquela criança que não aceita ser criança e quer ser chamado de pré-adolescente. Vira pré-adolescente e começa a ficar chato porque se acha adolescente. Por fim, vira adolescente e perde grandes anos da vida querendo ser chato como adulto, destoar do restante dos adolescentes... Agora, com tantos anos perdidos, no auge dos 30, resolve tentar a vida de baladas, galera... Parece tão vazio! Tenho pena.
Por mais que a diversão da boemia seja um tanto quanto artificial, tenho momentos memoráveis, completamente mágicos de minhas noitadas! Risos soltos! Gente bonita! Companhia boa, companhia louca mas que sempre tinha  a ver comigo, com meu momento... Triste ver a tentativa de se inserir numa tribo que, todos que te conhecem, olham e pensam - Nada a ver, coitado! Triste isso!

Falando na boemia, aprendi a gostar muito da minha boemia com temperança! Não sou da galera que sempre tem um lance na noitada mas se eu puder estar em pelo menos uma baladinha a cada final de semana, é perfeito! rsrs

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