quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Achados!!

Olha que legal o que eu achei na net:

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjV6ObxhZjKAhVEjZAKHTDRAJkQFggqMAM&url=http%3A%2F%2Fpaginapessoal.utfpr.edu.br%2Frogerioalmeida%2Fprosa-brasileira-do-seculo-xx%2FHilda%2520Hilst%2520-%2520O%2520caderno%2520rosa%2520de%2520lori%2520lamby.pdf%2Fat_download%2Ffile&usg=AFQjCNFRHo_qXCo9oU-6yOTwtanc9X_uTg&sig2=tqx1e6i1GVXL4MKsYfCiYg&bvm=bv.110151844,d.Y2I

O Caderno Rosa de Lori Lamby - Hilda Hilst
paginapessoal.utfpr.edu.br... é o site que dá origem para o download direto. =)

Bacana que eu tô habilitando várias páginas esquecidas aqui do blog por estes dias.
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Cara, estou com muito medo.
Nem acredito que a crise de pânico está voltando!

E sabe essa coisa de ser de esquerda? De ter fé na vida? De encontrar sentido n'algum lugar? Pois é. Na esquerda que eu encontrei. E encontro respostas até de auto-ajuda, se quer saber!

O texto abaixo, acabei de ler. É do Sakamoto.
"Atendo o telefone e é um antigo conhecido. Amigos em comum haviam me contado que ele passou por um momento difícil. Depois de breve saudação, disse que reconhecia que sou extremamente crítico ao governo, mas que não compreendia como é possível alguém ser de esquerda hoje. E passou a desancar textos em que reclamei de cortes em direitos trabalhistas, do estatuto da família, de políticas aos povos indígenas. Reclamou até do combate ao trabalho escravo. Quando percebi, gritava do outro lado da linha.

A vontade, é claro, era responder à altura. Da mesma forma quando me acertaram na rua, me cuspiram ou vieram gritar comigo por aquilo que penso. Ou ser cínino, sarcástico e irônico na mesma proporção.
Mas se nunca tive esperança na turba, mantenho uma certa fé no indivíduo - talvez seja a réstia de religiosidade que ainda guardo por aqui. Mais do que isso, creio na possibilidade de entender o que passa pela cabeça do outro e perceber que um xingamento pode ser, na verdade, um aviso de solidão.
Comecei a perguntar sobre a vida dele, sobre os problemas, dando espaço para que falasse. Confessei que havia pensado nele por esses tempos e que precisávamos marcar uma cerveja. A voz dele foi ficando embargada até que o tom mudou. Pediu desculpas. Realmente, a vida não estava fácil.
Não acho que essa seja a resposta a qualquer atitude de ataque - que, por vezes, precisa ser enfrentado. E nem quero que isso sirva de exemplo para nada.
Mas o quanto estamos previamente armados a tal ponto de olhar a pessoa à nossa frente como inimiga porque ela empunha uma bandeira que não é a nossa?
E o quanto estamos dispostos a perceber que essa pessoa grita palavras de ordem sem se atentar para o seu significado porque, na verdade, quer deixar a invisibilidade e ser notada?
A verdade é que reclamamos da guerra dos outros, mas nem sempre estamos prontos para a paz."

Quantas vezes eu me calei para e insisti para saber da tua vida, teus problemas? Dar espaço para que vc falasse?
Nalgumas vezes vc falava. Raras, vc chorava. E sim, me enganou quando fez que a vida não estava fácil.

E, eu tentei também pelo diálogo ao invés do enfrentamento. Eu tentei ser mansa ao invés de enfrentar. Mas... as atitudes não mudavam. Não era um pedido de ajuda ou algo assim. Simplesmente não via. E assim se fez o enfrentamento, o grito de desespero, o 'colocar pra fora' e deixar a invisibilidade.
Eu falei tanto em invisibilidade nos últimos posts, por estes dias, na tua casa... Taí, Sakamoto harmonizando! =)

Acho que eu já expliquei mil vezes do porque de escancarar a dor. Por me fazer bem. Por deixar de ser invisível. Por estar matando por dentro. Por sororidade as outras gurias que me cercam. Por falta de empatia da tua parte.

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