Eu sou uma sem-raiz. Sem eira nem beira.
E por sem assim, aprendi a viver sozinha e ser independente. Porém, desaprendi. Aprendi a ser carente, dependente de alguém por perto.
Estou voltando a sentir esse potencial de viver sozinha e independente. Acho que consigo.
O foda é que quando o medo vem, ele faz de tudo pra que a gente não ouse.
Quando era criança, período que a gente cria aqueles laços fortes de 'amigos de infância', me mudei para Minas. Assim, quando cheguei em Minas, já existiam as pessoas, seus laços fortes de amizades e eu, caindo de pára-quedas.
Fiz amizades legais. Que carrego comigo até hoje. Porém, a cultura de Minas sempre foi diferente da minha essência. Enquanto morava aqui, era imperceptível essa minha entrada neste estado de cultura local. - falei igual a professora Cristina Costa agora rsrs
E, quando as amizades da adolescência se fortaleceriam, aquele período em que vc define madrinhas de casamento e dos filhos, fui levada de volta a SP. Essa minha adaptabilidade tb é uma faca de dois gumes pois, assim que me adapto e entro no estado de cultura paulistano me distancio do estado de cultura mineiro, fazendo com que eu não pertença a lado nenhum ou que eu sinta necessidades dos dois.
Esta é minha vida. Incompleta. De adaptabilidades porém sem raízes. E confesso que isso as vezes me entristece. Me deixa com raiva quando venho para Frutal e n me sinto parte. Cada vez mais isso acontece.
Quando chego em SP, sinto que sou mais, bem mais de lá do que de cá.
As amigas aqui estão cagando pra sua existência. Embora haja uma necessidade ridícula de fingir que tem sua amizade.
Mais uma vez, mais uma virada de ano e mais uma vez, eu limpando meu Facebook.
Hj coloquei pra fora amigas de looooonga data mas que, não dá pra levar em consideração pois desconsideram. Sabe quando vc vai levando, levando, levando... até chegar uma hora q vc resolve q n vai mais fazer papel de trouxa? Q n há mais a necessidade? É isso.
Em SP as pessoas se valorizam mais. Priorizam mais o outro do que os bens do outro. Esse materialismo de Frutal me enoja!
Estou com sono. Depois falo mais. Ou ñ.
Ontem estava relembrando histórias e contando (com edições, claro) para mamys, das minhas aventuras amorosas em Frut's rsrs
Lembrei do Amor falando que eu estava saindo de Frutal e quando voltasse eu veria que não conheço ninguém. Nem as pessoas q eu conhecia... N tinha entendido isso na época e acho q fiz cara de ué pq ele olhou pra mim e disse: Vc vai ver. Aqui é assim.
Estou quase indo embora sem ter a certeza de que vi o guri.
Não quero sentir mais esse 'ai se cesse' na cabeça por ele neste ano.
Este ano é ano de andar pra frente! Que o passado vá pra longe. Que as incertezas do passado sumam ou se concretizem. Q saco isso!
Hj na cidade, encontrei um moço q fazia uma cara q n via. Mudou fisicamente mas continua fofo como antes. Gosto de gente assim!
Sinto que este ano não vai ser um ano de amores... a não ser q fosse algo assim, do passado, q se concretizasse mas fala sério? Seria muito coisa de novela ter que arranjar a ex ou atual, eu, famílias, viagens, filha... Tudo! Teria q mexer demais na realidade para acertar os ponteiros da minha platonice!
Fora que sei lá né?
Mostrei ele pra mãe. Ela disse q acha q nunca viu. Já o migo bonito dele, parece q é gay msm.
Um dos, né? Pq bonita aquela turma quase toda é. Bonitos, alguns são ricos e todos muito bem formados: UFV, Unesp, Unicamp, USP, UnB, Ufla, UEL, UEM... acho q n tem uni particular nesse rolê n! A maioria casadíssima! Inclusive quem é gay tb é casado com uma guria. Coisas de Frutal, não dá pra explicar... E eu que nem sei, q n vou tentar explicar né?
Vou dormir um pouco. Se pans de acordar, vamos ver se dá um rolê hj né?
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